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Rocha do Navio Centro de receção Sala de exposições

A Reserva Natural do Sítio da Rocha do Navio tem uma área total de 1710 hectares e um comprimento total de 6259 metros.

 

SOBRE

CONTACTOS

COMO VISITAR?

LOCALIZAÇÃO

VALORES NATURAIS

VALORES CULTURAIS

HISTORIAL

GESTÃO E PROTEÇÃO

PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO, ESTUDOS E PROJETOS EM CURSO

 

 

SOBRE

É exclusivamente marinha e delimitada entre a Ponta do Clérigo a este e a Ponta de São Jorge a oeste e entre a linha definida pela preia-mar máxima e a batimétrica dos 100 metros, incluindo o Ilhéu da Rocha das Vinhas e o Ilhéu da Viúva.

A linha de costa da reserva é caraterizada por ser de arriba alta, rochosa e de difícil acesso. Contempla duas praias de calhau rolado - uma entre a Ponta de São Jorge e a Ponta de Santana; a outra, entre a Ponta de Santana e a Ponta do Clérigo. Próximo destas praias encontram-se, respetivamente, o Ilhéu da Rocha das Vinhas ou Ilhéu de São Jorge, e o Ilhéu da Viúva ou Ilhéu da Rocha do Navio.

O Ilhéu da Viúva possui uma altitude máxima de 94 metros e uma área planificada de aproximadamente 1,4 ha, é furado e destaca-se pela sua grandiosidade e beleza. Aqui é possível observar algumas plantas próprias das falésias litorais macaronésicas, algumas das quais são raras no espaço insular. Encontra-se integrado na Rede Ecológica Europeia de Zonas Especiais de Conservação - Rede Natura 2000.

Trata-se de um sítio que se reveste de valor natural, científico e cultural onde se destaca o património botânico. O Ilhéu da Viúva alberga um património florístico natural caraterístico do litoral madeirense, onde se evidenciam várias espécies de plantas exclusivas do arquipélago da Madeira.

O nome Rocha do Navio provém do naufrágio de uma escuna de nacionalidade holandesa, que ocorreu no século XIX em consequência de ventos fortes.

A reserva é visitada por um número significativo de pessoas residentes e estudantes dos vários estabelecimentos de ensino. A sua divulgação processa-se através de visitas e de ações de sensibilização e de informação. Trata-se de uma área protegida onde é possível compatibilizar os interesses recreativos e de conservação da natureza com os da atividade piscatória.

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CONTACTOS

Coordenação da Reserva

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COMO VISITAR?

O acesso à Reserva Natural da Rocha do Navio faz-se através do Miradouro da Rocha do Navio por uma vereda escarpada na rocha ou por teleférico e o acesso ao mar é altamente limitado pelo estado do mar, frequentemente alteroso na costa norte da ilha.

No âmbito da Educação Ambiental existe um programa de visitas à Reserva, no qual poderá participar qualquer grupo de caráter pedagógico. Para tal, contacte o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza. Consulte igualmente o programa de atividades de Educação Ambiental.

 

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LOCALIZAÇÃO

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Teleférico


A reserva localiza-se no litoral norte da Ilha da Madeira, no Concelho de Santana. É delimitada entre a Ponta do Clérigo a este e a Ponta de São Jorge a oeste e entre a linha definida pela preia-mar máxima e a batimétrica dos 100 metros, incluindo o Ilhéu da Rocha das Vinhas e o Ilhéu da Viúva, perfazendo um total de 1710 ha.

A par da riqueza em biodiversidade existente no arquipélago da Madeira também existe uma grande diversidade ao nível da geodiversidade, que como testemunho do passado, deve ser conhecida e preservada no presente e transmitida e salvaguardada para o futuro. Para obter mais informação aceda a http://geodiversidade.madeira.gov.pt/

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VALORES NATURAIS

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Cardume


HABITATS

A reserva natural da Rocha do Navio combina uma variedade de fatores que a faz apresentar habitats que são representativos e importantes para a conservação in situ da biodiversidade.

Dado à grande importância destes habitats, alguns estão classificados de "Habitats de interesse comunitário".

Habitats de interesse comunitário presentes na Reserva Natural da Rocha do Navio:

  • Falésias com flora endémica das costas macaronésias;
  • Formações baixas de euforbiáceas junto a falésias;
  • Grutas marinhas submersas ou semi-submersas.

FAUNA

Do ponto de vista ornitológico, constitui um local privilegiado para a nidificação de algumas espécies de aves marinhas pelágicas, da ordem dos Procelariformes, das quais a cagarra Calonectris borealis é um bom exemplo. Estas aves migratórias dependem de áreas com pouca perturbação e inacessíveis aos predadores, para nidificarem. Desta forma, locais como o Ilhéu da Rocha das Vinhas assumem, nos nossos dias, particular importância.

Outras aves marinhas que procuram estes habitats são a alma-negra Bulweria bulwerii e o roque-de-castro Hydrobates castro. Aqui podemos encontrar como nidificantes, duas aves marinhas costeiras: o garajau-comum Sterna hirundo e a gaivota-de-patas-amarelas Larus michahellis.

Na área terrestre adjacente à reserva podem ser observadas todas as rapinas diurnas que nidificam no arquipélago: a manta Buteo buteo harterti, o francelho Falco tinnunculus canariensis e o fura-bardos Accipiter nisus granti. As mais comuns nas cotas mais baixas são a manta e o francelho, duas aves que na Madeira apresentam o estatuto de Pouco Preocupante. A única rapina noturna do arquipélago, a coruja-das-torres Tyto alba schmitzi, nidifica também nas áreas adjacentes à reserva, podendo ser vista, ou pelo menos ouvida, frequentemente.

Associadas aos campos agrícolas, que na Fajã da Rocha do Navio vão quase até à zona das marés, podemos encontrar o melro-preto Turdus merula cabrerae e a toutinegra Sylvia atricapilla.

A cotas sensivelmente mais altas, em direta relação com a existência de vegetação arbustiva e arbórea de pequeno porte ocorrem ainda o tentilhão Fringilla coelebs maderensis e o bis-bis Regulus madeirensis.

No ambiente marinho, devido ao grande hidrodinamismo das suas águas, existe uma enorme aglomeração de peixe de distintas espécies, algumas com interesse comercial e de subsistência para a população local. Nesta riqueza ictiológica destacam-se, como espécies residentes, alguns peixes de grande porte, como sejam o mero Epinephelus marginatus, o badejo Mycteroperca fusca e o peixe-cão Bodianusscrofa, assim como uma grande variedade de outras espécies costeiras como o sargo Diplodus sargus, o sargo-veado Diplodus cervinus, o bodião Sparisoma cretense, o peixe-verde Thalassoma pavo e as castanhetas Abudefduf luridus e Chromis limbata. Típicas destes fundos rochosos são as moreias Muraena helena, M. augusti, Enchelycore anatina e Gymnothorax unicolor.

Nas rochas existem manchas coloridas de cor laranja, vermelho e castanho que não são mais do que colónias de ascídias que se assemelham muito com as esponjas-marinhas.Os ouriços-do-mar não são muito frequentes e estão inseridos em pequenas concavidades. Na zona de marés encontram-se ainda, caramujos Gibbula spp. e Monodonta spp. e lapas Patella spp..

Esporadicamente podem ser avistados o golfinho Tursiops truncatus, o lobo-marinho Monachus monachus e a tartaruga-careta Caretta caretta, espécies da fauna constantes do Anexo II da Diretiva Habitats. São espécies que por estarem apenas de passagem, e porque passam a maior parte do tempo submersas emergindo periodicamente para respirar, são de difícil observação. No caso do lobo-marinho, que geralmente utilizam praias no interior de grutas para repouso e reprodução, têm aqui uma gruta próximo ao Ilhéu da Viúva com condições para ser utilizada, o que aconteceu no passado.

 

FLORA

Trata-se de um sítio que se reveste de valor natural, científico e cultural onde se destaca o património botânico. O Ilhéu da Viúva alberga um património florístico natural caraterístico do litoral madeirense, onde se evidenciam várias espécies de plantas exclusivas do arquipélago da Madeira, nomeadamente: o massaroco Echium nervosum, a figueira-do-inferno Euphorbia piscatoria, o goivo-da-rocha Matthiola maderensis e o ensaião Aeonium glandulosum, para além do zimbreiro Juniperus sp. - árvore indígena muito rara. Esta vegetação é predominantemente herbácea e arbustiva, de caraterísticas xerofíticas, com grande multiplicidade de endemismos madeirenses e macaronésicos.

O interessante núcleo de zimbreiros aqui existente corresponde a uma espécie pouco frequente na Madeira e que foi muito utilizada no fabrico de mobiliário. Trata-se de uma árvore caraterística do litoral das ilhas da Madeira e do Porto Santo, apresentando no Ilhéu da Viúva um dos maiores portes de que há conhecimento.

Nas escarpas adjacentes à reserva, contempla-se igualmente vegetação caraterística das falésias costeiras macaronésicas, à qual se aliam redutos de Laurissilva, com destaque para alguns exemplares de faia-das-ilhas Myrica faya, barbusano Apollonias barbujana, alegra-campo Semele androgyna, seixeiro Salix canariensis e cabreira Phyllis nobla. A flora marinha é abundante, embora não seja muito diversificada. Na zona intertidal e infralitoral superior formam-se tapetes da alga-verde Codium adhaerens e da alga-castanha Halopteris filicina. Com o aumento de profundidade e a diminuição de luz a abundância da alga-verde é substituída pela alga-castanha Lobophora variegata e alga-vermelha Asparagopsis armata.

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VALORES CULTURAIS

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Lagar


Na fajã da Rocha do Navio, onde a agricultura é praticada em pequenas parcelas, pode-se observar um lagar e um tanque para água escavados na própria rocha. São testemunhos da obra humana, dos agricultores daquela zona, numa tentativa de ultrapassar as dificuldades físicas impostas pelo acesso àquela área.

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HISTORIAL

Esta reserva, criada em 1997, surgiu da vontade da população local, uma vez que estava consciente da degradação progressiva dos recursos pesqueiros do litoral do Concelho de Santana, consequência das ações de pesca indiscriminadas, devastadoras dos recursos haliêuticos.

A pesca era essencialmente efetuada com recurso às prejudiciais redes de emalhar e ao uso criminoso de explosivos. Para além de se pretender travar a desertificação dos fundos marinhos e contribuir para o repovoamento dos mesmos, objetivaram-se outras ações de conservação aliadas às atividades lúdico turísticas.

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GESTÃO E PROTEÇÃO

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Peixe-cão


ATIVIDADES PERMITIDAS/INTERDITAS

O enquadramento legal para a proteção da Reserva Natural da Rocha do Navio estabelece uma Área Protegida Marítima que vai desde a Ponta do Clérigo a este e a Ponta de São Jorge a oeste e entre a linha definida pela preia-mar máxima e a batimétrica dos 100 metros, incluindo os Ilhéus Rocha das Vinhas e da Viúva.

Em toda a área de reserva é permitida:

  • a pesca comercial e a pesca sem fins comerciais, designadamente a desportiva e à linha;
    a apanha de lapa e caramujo no calhau;
  • o mergulho amador;
  • as atividades náuticas com caráter desportivo não motorizadas.

Está interdito em toda esta área:

  • o uso de redes de emalhar ou outras, exceto as empregues na captura de isco vivo e o peneiro, empregue na captura da castanheta;
  • a colheita, captura, detenção e ou abate de quaisquer espécies de aves ou plantas;
  • o despejo de quaisquer detritos sólidos ou líquidos;
  • a extração de quaisquer inertes, quer de origem marinha, quer terrestre;
  • a apanha de lapa e caramujo de mergulho;
  • a caça submarina.


Para informação mais detalhada consulte abaixo o Regulamento do Programa de Medidas de Gestão e Conservação do Ilhéu da Viúva.

 

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

Portaria n.º 30/2017, de 8 de fevereiro -  Estabelece as taxas dos produtos e serviços prestados pelo IFCN

Resolução n.º 751/2009 - Procede à passagem de Sítio de Importância Comunitária (SIC) para Zona Especial de
Conservação (ZEC)

Regulamento do Programa de Medidas de Gestão e Conservação do Ilhéu da Viúva

Decreto Regulamentar Regional nº11/97/M, de 30 de julho - Cria a Reserva Natural do Sítio da Rocha do Navio.

Consulte ainda o Programa de Medidas de Gestão e Conservação do Ilhéu da Viúva!

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PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO, ESTUDOS E PROJETOS EM CURSO

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