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Localização: Sítio do Pico – Monte
Proprietário: Região Autónoma da Madeira
A Quinta do Monte ou Quinta dos Jardins do Imperador situa-se no Sítio do Pico, na freguesia do Monte no Concelho do Funchal. Compreende um edifício com capela, lago, parque e jardins, conjunto este com características únicas que importa preservar, para além da torre Malakof referência do património edificado.

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A Quinta do Monte é atualmente conhecida por Quinta dos Jardins do Imperador referência ao Imperador Carlos de Áustria, último Imperador da Áustria-Hungria que ali viveu com a sua família, exilado entre 1921 e 1922, acabando por ali falecer.

As primeiras referências a esta propriedade datam de 1784, séc. XVIII, estando registado como um prédio rústico de aproximadamente 6 hectares no nome de um comerciante madeirense, José Crisóstomo Costa e Silva. Até 1820 foram vários os proprietários da Quinta do Monte, tendo sido vendida por Pedro Agostinho Pereira D´Agrela a Thomas Gordon que iniciou o melhoramento da Quinta com a construção de poços, riachos e tanques de irrigação na propriedade do Monte. A Quinta e os jardins foram sofrendo alterações ao longo dos tempos, nas mãos de diversas famílias, como a família Gordon, depois pela família Cossart até à família de Luiz Rocha Machado em 1899. Foi na posse desta família que foi emprestada ao Imperador Carlos de Áustria, como referido anteriormente, passando mais tarde por herança, às filhas de Luís Rocha Machado – este também herdou do seu pai com o mesmo nome e falecido em 1912- tendo uma delas, D. Helena Rocha Machado e Couto se mudado para a Quinta em 1956 até 1975, altura em que saíram, cedendo por volta de 1977 e 1980, à pintora madeirense Lurdes de Castro. O imóvel foi finalmente vendido ao governo na década de 80 do séc. XX.

De referir que a Quinta desde sempre foi uma referência pela sua vegetação exuberante, património edificado e foi motivo para a realização de diversos trabalhos artísticos de variadas áreas.
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Quanto à descrição da vegetação envolvente à Quinta existe desde sempre, uma referência à grande diversidade de espécies vegetais que acompanhou a história daquele espaço mas com a desocupação da propriedade durante alguns anos, as espécies invasoras ou infestantes desenvolveram-se muito. O trabalho de eliminação destas espécies que possibilitou a criação de núcleos de flora madeirense e a introdução de espécies exóticas ornamentais deve-se ao Eng.º Rui Vieira, falecido em 2009. Ressalve-se que o interesse e a procura do jardim, dado a grande diversidade de plantas que possui, é manifestado ao longo de todo o ano.

Em março de 2004, a Quinta abriu ao público, ainda com a casa principal por recuperar, mas com toda a parte exterior visitável que se diferenciava em três unidades paisagísticas: Mata, amplo relvado em frente à casa principal onde atravessa um riacho artificial que alimenta uma lagoa e o jardim Malakoff (com traçado geométrico, em que os pequenos canteiros são limitados por buxo criando sebes) ladeando um pequeno lago com repuxo no centro e uma torre cilíndrica embutida no miradouro (torre Malakof)

Em 2006 a Quinta do Monte possuía uma área de cerca de 4, 5 hectares (45.000m2), ocupados pelo conjunto dos edifícios, dos passeios, caminhos, jardins e mata. Os jardins ocupavam uma plataforma inclinada para sul e sudoeste localizada entre as cotas 500 e 600 (altitude). Até agosto de 2016 foram referidos cerca de 309 taxa, indicando a importância deste espaço quanto à sua riqueza florística, cuja densidade florística era cerca de 80 taxa/ha, destacando-se: 96 famílias botânicas, 223 géneros, 284 espécies, 8 subespécies, 6 variedades e 11 hibrídos. Para mais informação consulte aqui .