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O projeto LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTO (LIFE09 NAT/PT/000041) foi proposto pelo Serviço do Parque Natural da Madeira – Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, em parceria com a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) e foi co-financiado pelo Programa LIFE+ Natureza da Comissão Europeia. Este projeto foi fundamental para cessar as causas e ameaças de degradação dos habitats dos ilhéus do Porto Santo.

O projeto ocorreu predominantemente na área terrestre dos seis ilhéus do Porto Santo no Arquipélago da Madeira: Ilhéu da Cal, Ilhéu do Farol, Ilhéu de Ferro, Ilhéu da Fonte da Areia, Ilhéu das Cenouras e Ilhéu de Fora. A área terrestre total que sofreu intervenção foi aproximadamente de 232 hectares onde esteve previsto cerca de 45 ações de conservação distintas.

O número de espécies, e seus habitats, que beneficiaram com a recuperação deste Sitio da Rede Natura 2000, foi bastante alto destacando-se: 14 taxa de fauna e flora presentes nos Anexos da Rede Natura 2000 (espécies alvo do projeto), pelo menos 97 taxa endémicos da macaronésia, sendo oito endémicos da área de intervenção do projeto.

 

 

OBJETIVOS

ÁREA DE INTERVENÇÃO

AMEAÇAS

PRINCIPAIS AÇÕES

ESPÉCIES-ALVO

COMO VISITAR A ÁREA DO PROJETO?

RELATÓRIOS

VETORES DIVULGATIVOS

EVENTOS

PARCEIROS

CONTACTOS

 

 

OBJETIVOS

O projeto iniciou-se em setembro de 2010 e terminou em dezembro de 2015, tendo por principais objetivos a recuperação dos habitats e espécies do sítio da Rede Natura 2000 "Ilhéus do Porto Santo".

O objetivo de longo prazo deste projeto foi que os ecossistemas deste sítio da Rede Natura 2000, Ilhéus do Porto Santo, bem como a sua área marinha circundante, atingissem um estado de conservação estável, favorável e autosustentado. Esta meta foi alcançada pela criação de condições para a recuperação dos habitats e das espécies presentes neste Sítio. De referir que estas pequenas ilhas albergam um elevado número de espécies endémicas, algumas delas não contempladas nos anexos da Diretiva Habitats e da Diretiva Aves da União Europeia.


Os objetivos específicos :

  • erradicação/controlo das populações de herbívoros roedores introduzidos;
  • redução significativa das populações de murganhos e de ratos;
  • controlo e estabilização das populações de gaivotas nos ilhéus;
  • redução significativa das populações de plantas invasoras;
  • melhoria das condições de acesso e de organização das visitas aos ilhéus;
  • implementação de 14 programas de conservação das espécies com maior valor de conservação;
  • promoção de um forte apoio público à conservação deste Sítio da Rede Natura 2000 e,
  • criação das Comissões Consultiva e Científica do projeto.


A longo prazo, o projeto pretendeu ainda criar um grupo de acompanhamento para a gestão deste espaço.

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ÁREA DE INTERVENÇÃO

As ações previstas para o projeto LIFE Ilhéus do Porto Santo decorreram maioritariamente, tal como o nome do projeto deixa transparecer, ao longo dos mesmos. No entanto, uma série de ações foram igualmente preconizadas para terem lugar na área marinha envolvente, existindo também ações que decorreram na Ilha do Porto Santo e Ilha da Madeira. Assim sendo, abaixo se apresenta o mapa da área total do projeto.

Mapa do sitio red

Seguidamente passa-se a descrever com maior pormenor cada um dos ilhéus e a biodiversidade neles existente:

I CIMA
Ilhéu de Cima


O Ilhéu de Cima ou do Farol encontra-se separado da Ilha do Porto Santo pelo Boqueirão de Cima, com uma largura de 450 metros e com o fundo cheio de baixios, permitindo somente a navegação a pequenas embarcações num estreito canal de 4,5 metros de profundidade.
Tem uma área de 32 hectares, apresentando 1200 metros de comprimento e 500 metros de largura. O topo do Ilhéu fica a 121 metros, na base do farol que foi erguido em 1900. É formado por várias camadas de basaltos prismáticos, escórias e cinzas, as quais são o prolongamento das camadas da Ilha, e é o único Ilhéu moderadamente acessível.
Este Ilhéu é parte constituinte de uma IBA (Zona Importante para Aves), sendo conhecida a nidificação de 4 espécies de aves marinhas: Cagarra, Alma-negra, Roque-de-castro e Pintainho. Das aves terrestres nidificantes, é de salientar a presença de Corre-caminhos, do Canário da terra e do Pardal da terra. Outras espécies nidificantes são o Garajau comum, a Gaivota de patas amarelas (cerca de 400 casais) e possivelmente o Garajau rosado.
Ao nível dos gastrópodes terrestres, regista-se a presença de um molusco exclusivo deste ilhéu, Discula turricula, com uma área de distribuição inferior a 50 m2.
O Ilhéu de Cima é igualmente rico a nível da flora, com a presença de 61 taxa, dos quais 15 são endémicos da Macaronésia, e 4 invasoras introduzidas: Agave americana, Coronopus dydimus, Lycopersicon esculentum e Nicotiana glauca. Esta última é uma invasora agressiva que apresenta mecanismos de alelopatia, impedindo o estabelecimento de quaisquer outras espécies na sua área de implantação.

 

I CAL SITE MG 0056
Ilhéu da Cal ou de Baixo


O Ilhéu de Baixo, ou da Cal, encontra-se separado da Ilha do Porto Santo pelo Boqueirão de Baixo, o qual apresenta 400 metros de largura, sendo navegável somente por pequenas embarcações num pequeno troço. O Ilhéu apresenta 2700 metros de comprimento e 1000 metros de largura, e uma área total de 139 hectares.
Este Ilhéu desempenhou um papel económico importante, dado que foi neste que se realizou uma das poucas explorações mineiras no Arquipélago da Madeira, a da cal. Devido a essa exploração, as suas encostas encontram-se perfuradas por extensas galerias, existindo ainda no topo antigas construções que serviam de abrigo aos trabalhadores da indústria da cal.
Este Ilhéu é parte constituinte de uma IBA (Zona Importante para Aves), sendo conhecida a nidificação de 4 espécies de aves marinhas: Cagarra, Alma-negra, Roque-de-castro e Pintainho. Das aves terrestres nidificantes, é de salientar a presença de Corre-caminhos, do Canário da terra e do Pardal da terra. Outras espécies nidificantes são o Garajau comum, a Gaivota de patas amarelas (cerca de 1000 casais) e possivelmente o Garajau rosado.
Neste Ilhéu podem igualmente ser encontradas duas espécies de aranhas endémicas do Porto Santo, Hogna biscoitoi  e Hogna schmitzi, além de três espécies de moluscos terrestres endémicos dos Ilhéus do Porto Santo, Leiostyla relevata, Caseolus commixtus e  Leptaxis nivosa calensis. Ocorre ainda, junto ao estrato herbáceo e rochas vulcânicas na zona sul do Ilhéu, numa área restrita de aproximadamente 50m2, a única espécie representante do género endémico Idiomela, Helix subplicata (Idiomela subplicata), exclusiva do Ilhéu de Baixo.
No que diz respeito à flora, estão presentes 55 taxa, sendo o Ilhéu da Cal aquele que apresenta maior número de espécies endémicas da Macaronésia, com um total de 21, ocorrendo uma espécie endémica do Porto Santo, Lotus loweanus e ainda quatro espécies introduzidas, entre as quais a invasora Agave americana. Este Ilhéu é ainda aquele que alberga a maior quantidade de briófitos, com um total de sete espécies.

 

I Ferro8
Ilhéu de Ferro


O Ilhéu de Ferro apresenta-se sob a silhueta de um triângulo inteiramente rochoso, de arriba alta, terminada por um planalto onde ocorre a sua maior altitude a 115 metros, tendo uma área de 25,8 hectares.
Encontra-se a Oeste da Ilha do Porto Santo, em frente à Ponta da Canaveira, sendo o acesso a terra efetuado apenas quando o mar está em boas condições, por uma enseada a Sudeste, a partir de onde existe uma escadaria até ao farol localizado no ponto mais alto. No seu lado Este localiza-se a Ponta da Chaminé, onde se pode observar um fenómeno natural em que uma furna com respiradouro pulveriza a água do mar quando há forte ondulação, assemelhando-se ao fumo branco de uma chaminé. O “Furna que berra” é outro local interessante deste Ilhéu, no lado Norte, devendo o seu nome aos sons produzidos pela rebentação das ondas do mar.
Constitui, juntamente com os Ilhéus de Baixo e de Cima, uma Zona Importante para as Aves (IBA), sendo conhecida a nidificação de 4 espécies de aves marinhas: Cagarra, Alma-negra, Roque-de-castro e Pintainho. Das aves terrestres nidificantes, é de salientar a presença de Corre-caminhos, do Canário da terra e do Pardal da terra. Outras espécies nidificantes são o Garajau comum, a Gaivota de patas amarelas (cerca de 200 casais) e possivelmente o Garajau rosado.
Apresenta uma fauna bastante rica, com a presença de diversos endemismos, como é o caso das aranhas endémicas do Porto Santo Hogna biscoitoi e Hogna schmitzi, e de uma espécie de molusco terrestre exclusiva deste Ilhéu, Discula calcigena máxima.
Relativamente à flora, estão presentes neste Ilhéu 32 taxa, dos quais 8 endémicas da Macaronésia.

 

I CENOURAS SITE
Ilhéu das Cenouras


O Ilhéu das Cenouras fica situado a Nordeste da Ilha do Porto Santo, de onde dista cerca de 500 metros da Ponta Branca. Apresenta uma área de 4,8 hectares, com uma orografia acidentada e uma altitude máxima de 109 metros. O acesso a este Ilhéu depende do estado do mar, que quando se apresenta calmo permite o desembarque numas rochas na parte Sul.
Este ilhéu apresenta, na sua flora, um total de 25 taxa, com 8 espécies da Macaronésia, destacando-se a ocorrência de Lotus loweanus, espécie endémica do Porto Santo e a presença da invasora Lycopersicum esculentum.

 

I FORA SITE
Ilhéu de Fora


O Ilhéu de Fora situa-se a Nordeste da Ilha do Porto Santo, sendo o que fica mais afastado desta. Tem uma área de 5 hectares e uma altitude máxima de 100 metros.
Apesar da sua reduzida área, apresenta duas diversos endemismos, com destaque, ao nível da fauna, para duas espécies endémicas de moluscos terrestres exclusivas dos Ilhéus Discula calcigena gomesiana e Leptaxis wollastoni forensis e, ao nível da flora, para a ocorrência de um total de 13 taxa, 5 deles endémicos da Macaronésia.

 

I Fonte Areia
Ilhéu da Fonte da Areia


O Ilhéu da Fonte da Areia situa-se em frente ao Sítio da Fonte com o mesmo nome, estando separado por um canal de mar com 1700 metros de largura. O seu comprimento máximo é de 250 metros, com uma largura de 150 metros. Tem uma área total de 3,1 hectares e uma altitude máxima de 79 metros.
Apresenta interessantes particularidades do ponto de vista geológico, como é exemplo a profusão de rochas com solidificação prismática hexagonal nas suas falésias quase verticais. O desembarque faz-se pelo litoral Este, quando em situações de mar calmo.
Sendo o Ilhéu mais pequeno, é igualmente aquele que possui uma menor diversidade florística, com apenas 7 taxa. Ainda assim, apresenta 4 espécies endémicas da Macaronésia, apresentando igualmente, a nível da fauna, uma espécie de molusco terrestre endémico dos IPS, no caso Discula calcigena barbozae.

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AMEAÇAS

Degradação dos habitats dos IPS causado por vertebrados introduzidos

Os coelhos e os murganhos foram introduzidos aquando da chegada do homem à Ilha do Porto Santo. Além dos efeitos diretos que têm sobre as espécies indígenas e endémicas, contribuem para a diminuição progressiva da qualidade dos habitats disponíveis. A principal ação direta dos coelhos faz-se sentir sob a vegetação nativa levando ao seu desaparecimento e/ou degradação. Os murganhos contribuem de forma decisiva para degradação dos habitats através da destruição das sementes, limitando ainda mais a regeneração das espécies afetadas pelos coelhos.

Efeito direto dos murganhos e coelhos sobre as aves nidificantes, as populações de moluscos terrestres e sobre a capacidade de recuperação e regeneração de espécies de flora endémica da Macaronésia presente nos IPS.

A presença e a abundância de murganhos nos IPS constituem uma ameaça para as aves marinhas e terrestres nidificantes. Estes animais podem aumentar a taxa de insucesso reprodutor através da destruição de ovos temporariamente abandonados e da predação de juvenis nos seus primeiros dias de vida. Existem também evidências de predação nas conchas de espécies exclusivas deste habitat. O impacto negativo dos murganhos estende-se a todas as espécies de flora endémica e indígena anteriormente referenciadas, através da predação de sementes e destruição de novos rebentos.

Os coelhos têm também impactos diretos sobre as espécies de flora endémica e indígenas anteriormente referenciadas, levando à sua extinção ou diminuição drástica da sua área de ocorrência que normalmente fica restrita a áreas inacessíveis.

Por outro lado provocam elevados níveis de perturbação sobre as aves marinhas nidificantes, atrás referenciadas, levando ao abandono de ninhos e à destruição de ovos, diminuindo o sucesso reprodutor destas espécies.

 

Degradação dos habitats dos IPS causados por espécies de plantas introduzidas de carácter invasor

A existência de espécies vegetais alóctones com carácter invasivo, nomeadamente Nicotiana glauca, Coronopus dydimus, Lycopersicon esculentum e Agave americana, nos IPS, ocupando espaços que outrora pertenceram às espécies endémicas, constitui uma ameaça à recuperação e perenidade dos habitats naturais afetando de forma significativa o funcionamento e equilíbrio dos ecossistemas presentes.

As quatro espécies referidas têm ocupado progressivamente o espaço levando à destruição do equilíbrio existente e ao desaparecimento de muitas espécies indígenas e endémicas, ameaçando directamente as espécies listadas na Directiva Habitats (Monizia edulis, Phagnalon benettii (Phagnalon Lowei), Chamaemeles coriácea e Sideroxylon marmulano*).

 

Fragmentação de populações de moluscos e aranhas endémicos dos IPS em subpopulações muito pequenas e relegadas a habitats marginais.

Em consequência da sucessiva redução da área disponível de habitat potencial, algumas espécies de moluscos terrestres endémicos exclusivos dos IPS constituem, nos nossos dias, espécies cuja população mundial ocorre numa só localização e com uma área muito restrita. Tem-se assistido a um deslocamento das espécies para as zonas de arriba, o que parece denotar um comportamento de fuga da área original. Este facto está ligado à presença de pessoas nos ilhéus, para atividades recreativas desregradas, atividades de reparação/manutenção e instalação de equipamentos e estruturas já existentes (faróis, casas de apoio) que parecem ter afetado as espécies em apreço.

Degradação das potenciais áreas de nidificação do Garajau rosado, Sterna dougalli, pela presença de coelhos e murganhos e atividades humanas não controladas.

O Garajau rosado, Sterna dougalli é uma espécie extremamente sensível às alterações do seu habitat, em especial à perturbação humana, pelo que as atuais condições das áreas de nidificação nos IPS tornam esta espécie extremamente vulnerável.

Esta espécie nidifica em locais normalmente protegidos por rochas ou vegetação, colocando os ovos diretamente no chão. Este facto torna a espécie extremamente vulnerável à ação dos predadores, como os murganhos. Estas aves são muito vulneráveis à presença humana, principalmente durante os períodos de postura e incubação, pelo que as atividades humanas não controladas, que atualmente se verificam nos IPS, podem levar à deserção dos adultos, com o consequente abandono dos ovos ou das crias.

 

Conhecimento insuficiente sobre o estado de conservação das populações de algumas espécies endémicas de plantas, moluscos e aves marinhas indígenas e/ou exclusivas dos IPS.

A falta de conhecimentos no que respeita à dinâmica das populações, evolução e existências, condiciona a assumção de medidas concretas e dirigidas à sua conservação por um lado e à sua expansão populacional, por outro. É fundamental que se identifiquem as áreas onde as espécies se desenvolvem e progridem, o estado de conservação e estatuto de ocorrência. Também, a rápida evolução de espécies exóticas com carácter invasivo e a colonização de novas áreas, anteriormente ocupadas pelas espécies alvo do projeto, alterou substancialmente o mosaico de localização e dispersão das espécies a proteger. A quantificação das populações e a qualificação do seu estado de conservação são, pois, premissas fundamentais para a escolha de procedimentos e tomada de decisões com vista à conservação destas espécies.

 

Conhecimento insuficiente sobre a posição taxonómica de algumas espécies de moluscos terrestres.

Através do estudo dos fósseis do Porto Santo pode observar-se que, ao longo dos tempos ocorreram alterações no que diz respeito à distribuição e diversidade das espécies. O estatuto taxonómico das populações de moluscos terrestres dos Ilhéus do Porto Santo tem sido alvo de revisões, não sendo ainda totalmente claras as relações entre elas. A possibilidade de algumas das populações de moluscos terrestres pertencerem a espécies distintas, aumentaria de forma dramática a importância das mesmas e possivelmente, o seu estatuto de ameaça. A falta de conhecimentos concretos relativamente a este tema constitui uma ameaça na medida em que, existe uma subvalorização da importância das espécies, o que poderá traduzir-se numa subutilização de todas as ferramentas que eventualmente podem ser colocadas ao dispor das entidades com responsabilidade na gestão e proteção da espécie.

 

Desconhecimento das áreas marinhas importantes para as aves na envolvente do Porto Santo.

As aves marinhas que pontificam nos IPS, apenas visitam as suas colónias durante a época de nidificação. Na atualidade, pouco se sabe sobre as áreas marinhas envolventes e das possíveis ameaças presentes que poderão provocar alterações significativas na população global destas espécies. A falta de conhecimentos no que respeita aos impactes não quantificados, tais como a contaminação ou a ação pesqueira, é grave. A contaminação marinha causada por poluentes químicos ou por detritos flutuantes tem consequências diretas nas populações de aves, como por exemplo a diminuição da sobrevivência ao longo prazo ou a morte por afogamento causada pela ingestão de plásticos ou redes de pesca enrolados à volta do corpo.

A elevada dependência de Calonectris diomedea borealis, Bulweria bulwerii, Oceanodroma castro, Puffinus assimilis baroli e Sterna dougalli, entre outros ao meio marinho justifica a necessidade de identificar estas áreas. O atual estado de conhecimento não permite a tomada de medidas, que levem a uma adequada proteção e gestão da espécie quando está no mar.

 

Falta de conhecimento relativamente às espécies e habitats marinhos na envolvente dos IPS

A identificação e a descrição das espécies e habitats existentes no meio marinho envolvente aos ilhéus, permitirá, nomeadamente, aferir do potencial e capacidade futuras que os mesmos possuirão para a sustentabilidade não só das espécies alvo do projeto (aves marinhas), mas também, conhecer o seu estado de conservação, permitindo assim a elaboração de propostas de medidas concretas a tomar, face à manutenção e incremento da sua biodiversidade (como sejam o alargamento da área de Rede Natura 2000 ao espaço marinho).

O conhecimento relativo destes habitats e espécies, do seu estado de conservação e evolução futura, permitir-nos-á a tomada de decisões com vista à preservação (pela conservação do alimento, qualidade das águas e exploração económica de forma sustentável) das espécies alvo do projeto (particularmente as aves marinhas).

 

Desorientação das aves marinhas nidificantes pela excessiva iluminação nas zonas urbanas.

Um dos efeitos negativos do constante crescimento da cidade do Porto Santo, relacionado com o desenvolvimento que tem registado nos últimos anos, é a poluição luminosa, definida como a causada pelo excesso de luz artificial ou pelo seu uso inadequado (luz para cima, paralela ao solo ou para além da área útil), que excede o uso racional e atinge áreas que ultrapassam o limite da necessidade (luz intrusa).

As aves marinhas quando voam sobre áreas intensamente iluminadas é frequente desorientarem-se. Além disso, muitos indivíduos são atraídos por edifícios intensamente iluminados, morrendo ao voarem de encontro a eles, ou caindo de exaustão após voarem em círculos ao seu redor.

 

Impacto humano direto (caça e captura) sobre espécies de aves marinhas pelágicas nos seus locais de nidificação e no mar.

O abate a partir de embarcações de pesca recorrendo a armas de fogo, foi descrito para algumas espécies, num passado recente (1998), confirmada nas Ilhas Selvagens e Porto Santo, relativamente às cagarras. Os outros impactos humanos diretos (desordenamento e desorganização nas visitas que potenciam a degradação das áreas de nidificação, bem como a captura nos ninhos) estão atenuados pelo enquadramento legal das áreas de nidificação e pela existência de vigilância. Contudo, o problema ainda persiste pelo facto de existir uma herança cultural associada a este tipo de ação. Por outro lado, existe atualmente no Porto Santo, uma profusão de embarcações de recreio marítimo, e a não existir um adequado seguimento e enquadramento dos utilizadores poderemos estar perante um novo incremento desta ameaça.

 

Impacto humano direto sobre espécies de moluscos endémicos exclusivos (e.g., Idiomela subplicata e Discula turricula) e vegetação (Monizia edulis, Phagnalon benettii (Phagnalon Lowei), Chamaemeles coriácea e Sideroxylon marmulano*) causado pelo pisoteio e uso não controlado de forma ajustada dos IPS.

O desconhecimento existente dos valores naturais que os IPS comportam, associado à crescente e já alarmante procura destes espaços para recreio e lazer levam a que o impacto humano direto constitua uma ameaça para a preservação das espécies de moluscos terrestres e vegetação autóctone.

No caso particular dos Ilhéus da Cal, do Farol e do Ilhéu de Ferro, são evidentes os sinais da migração das populações de moluscos a partir dos planaltos centrais em direção às arribas. Exemplo disso é a espécie Discula turricula. Os dados mais recentes parecem indicar a diminuição da área de distribuição desta espécie no Ilhéu de Cima, encontrando-se atualmente circunscrita a uma área inferior a 50m2, e procurando refúgio em zonas de arriba como forma de proteção contra as ações antrópicas, nomeadamente a degradação do habitat por ações diretas como o pisoteio. É também comum a existência de conchas esmagadas nos múltiplos percursos aleatórios que os visitantes utilizam. Paralelamente, ao circular por todo o espaço, os visitantes vão destruindo, muitas vezes de forma permanente a vegetação existente.

 

Falta de consciência ecológica generalizada sobre a importância da conservação de espécies únicas e seus habitats nos IPS.

O público no geral, quer seja potencial utilizador ou não da área, tem pouco conhecimento e sensibilidade sobre esta temática, em especial sobre as relações que existem entre espécies introduzidas, espécie indígenas e a atividade humana. Apesar de existir alguma noção da importância destes assuntos, falta uma perceção da globalidade dos mesmos e da interação entre todos estes parâmetros.

O impacto sobre os habitats e espécies é indireto, através da falta de apoio e colaboração para com as medidas que visem a preservação de importantes componentes do património natural do Arquipélago da Madeira, bem como a preservação de ecossistemas e espécies protegidos.

 

Predação de espécies de aves marinhas, moluscos terrestres e nitrificação dos solos pela presença em número excessivo de Gaivotas de patas amarelas.

As gaivotas têm sido largamente identificadas como predadoras de aves marinhas, nomeadamente de pequenos procelariiformes, em várias partes do mundo. Estas aves têm ainda uma ação de predação significativa sobre as populações de moluscos. Além desta ação direta sobre as aves marinhas e moluscos terrestres, as gaivotas causam ainda impactos negativos sobre o equilíbrio dos ecossistemas onde estão presentes em largo número, nomeadamente através da acidificação do solo, destruição da vegetação e introdução de espécies exóticas. Observações recentes indicam claramente que nos IPS existem indivíduos especialistas na predação de outras aves marinhas. Esta situação é agravada pelo facto de existirem muitos ninhos de gaivota, nas zonas de intervenção do projeto, nomeadamente, no Ilhéu da Cal (1000 pares), Ilhéu do Farol (400 pares) e Ilhéu de Ferro (200 pares). Para os restantes ilhéus, embora existam, não estão contabilizados. Também, da dieta das gaivotas fazem parte algumas espécies de fauna malacológica terrestre, sobretudo as de maiores dimensões, o que já foi observado no Ilhéu de Cima. Paralelamente, a acidificação do solo, é pouco compatível com a presença destes moluscos, dado que as áreas de solo com pH ácido apresentam normalmente pouca diversidade malacológica.

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PRINCIPAIS AÇÕES

O projeto preconizou diversas ações, quase todas de carácter transversal, que tiveram impactos significativos nos ecossistemas e espécies existentes nos ilhéus do Porto Santo. Existiram ainda ações dirigidas diretamente aos grupos de espécies indígenas e endémicas com elevado valor de conservação (aves marinhas, moluscos terrestres e flora).

As ações do projeto estão divididas em quatro grandes grupos:

 

Ações preparatórias, elaboração de planos de gestão ou planos de ação

Foram previstas cerca de 15 ações, das quais se destacam as ações de monitorização e seguimento das populações das diferentes espécies, a elaboração de planos de ação para as mesmas, entre outros planos:

 

Ações de conservação

Incluíram-se as ações de controlo e erradicação das espécies de fauna e flora invasora, a expansão da fauna e da flora indígena e endémica dos ilhéus:

 

Ações de divulgação do projeto e dos seus resultados

Envolveram a criação de um sitio na internet, a produção de material de divulgação, a criação de um centro de interpretação ambiental, o acompanhamento e promoção de visitas aos locais de intervenção do projeto, bem como o estabelecimento de um percurso pedestre interpretativo no Ilhéu do Cima ou do Farol, organização de workshops e palestras, exposições temáticas, entre muitas outras:

 

Ações de operacionalização e de gestão do projeto

Incluiu o acompanhamento técnico e científico, a coordenação com outros projetos LIFE, entre outras.

 

MadPSto 20milhas2010 site   Ilheus2 2010 site

 

INÍCIO

 

ESPÉCIES-ALVO

AVES MARINHAS

(Os estatutos de conservação apresentados baseiam-se na Lista vermelha dos Vertebrados de Portugal (2005) e Birdlife International Species Factsheets 2009).

Garajau Rosado

Nome da Espécie: Sterna dougalli - Garajau-Rosado

Anexos: I da Directiva Aves, espécie prioritária (código A192)

Tamanho da população: <100 pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Em Perigo (Localmente), Em Perigo (Globalmente)

A área do projeto é utilizada para reprodução. Sterna dougallii é uma gaivina presente em Portugal durante a época de reprodução, ocorrendo em número reduzido durante o Inverno nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores. A presença desta espécie nas águas continentais é bastante rara. Os indivíduos reprodutores migram para a costa atlântica africana desde a Mauritânia ao Golfo da Guiné. Os juvenis tendem a dispersar pelo mar em torno das colónias quando deixam o ninho. Nidifica em ilhéus ou zonas costeiras isoladas nos arquipélagos da Madeira e dos Açores em concentrações de dimensões variáveis, podendo no entanto nidificar em zonas interiores noutros locais do continente europeu. A época de cria ocorre de Abril a Julho. Ocorre por vezes em colónias mistas com S. hirundo. A espécie mostra movimentos de diferente amplitude ao longo dos anos entre as diversas colónias conhecidas. É fundamental a proteção de todas as colónias históricas. Alimenta-se essencialmente de peixe dependendo quer de zonas costeiras quer de zonas pelágicas.
Durante a época de reprodução é extremamente sensível à perturbação abandonando a área de nidificação muito facilmente.

Cagarra

Nome da Espécie: Calonectris diomedea borealis - Cagarra

Anexos: I da Directiva Aves (código A010)

Tamanho da população: >1000 pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Vulnerável.

A área do projeto é utilizada para reprodução. Esta ave visita as colónias, localizadas em terra, durante a época de reprodução. No período entre as épocas de reprodução a espécie migra pelo oceano atlântico em direção ao hemisfério sul e costa africana e também em direção ao Brasil, subindo a costa americana e voltando depois pelo hemisfério norte para as colónias em Portugal e Canárias. Em Portugal, a época de reprodução é semelhante nos Arquipélagos da Madeira, Berlenga e dos Açores, estendendo-se desde meados de Abril até final de Novembro, ocorrendo a postura em Junho e Julho. A espécie tem comportamento noturno nas colónias à semelhança da maioria dos Procellariiformes. As aves reprodutoras mostram fidelidade à colónia, ao ninho e ao parceiro, e as aves retornam à colónia onde nasceram. A dimensão da postura é de um ovo, e os períodos de incubação e de desenvolvimento da cria são de cerca de 60 e 90 dias, respectivamente. Espécie colonial que nidifica em cavidades escavadas no solo ou em aglomerados de rocha. A dieta da espécie inclui peixe epipelágico e epi-mesopelágico, lulas, crustáceos e ocasionalmente zooplâncton (Monteiro et al. 1996).
Historicamente foi afetada pela degradação do seu habitat no mar e em terra e caça e captura.

 

AlmaNegra

Nome da Espécie: Bulweria bulwerii - Alma Negra

Anexos: I da Directiva Aves (código A387)

Tamanho da população: <1000 pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Vulnerável, Vulnerável

A área do projeto é utilizada para reprodução. Bulweria bulwerii apenas visita as colónias, localizadas em terra, durante a época de reprodução. No período pós reprodutor, a espécie dispersa e/ou migra no mar, sendo a sua distribuição nesta fase desconhecida. Em Portugal, a época de cria é semelhante nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores, estendendo-se desde meados de Abril até início de Outubro. A época de postura ocorre Maio e Junho (Nunes 2000). A espécie tem comportamento noturno nas colónias à semelhança da maioria dos Procellariiformes. As aves reprodutoras mostram fidelidade à colónia, ao ninho e ao parceiro, e as aves retornam à colónia onde nasceram. A dimensão da postura é de um ovo, o período de incubação é de 45 dias e o período de desenvolvimento da cria é de cerca de 60 dias. Espécie colonial que nidifica em cavidades em aglomerados de rocha ou de cascalho. A dieta da espécie é pouco conhecida e inclui lulas, peixe-lanterna e camarão, sendo uma espécie que se alimenta de noite em organismos mesopelágicos.
Historicamente foi afetada pela degradação do seu habitat no mar e em terra e pela caça e captura. Recentemente existem evidências que os coelhos e murganhos diminuem o seu sucesso reprodutor.

 

Roque de Castro

Nome da Espécie: Oceanodroma castro - Roque de Castro

Anexos: I da Directiva Aves (código A390)

Tamanho da população: DD pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Vulnerável, Vulnerável

A área do projeto é utilizada para reprodução. Oceanodroma castro é um pequeno Procelariiforme pelágico, que apenas visita as colónias, localizadas em ilhéus isolados, durante a época de reprodução. No período pós reprodutor a espécie dispersa/migra em movimentos não conhecidos. O. castro tem uma estratégia reprodutora bastante invulgar associada à elevada plasticidade em termos de época de reprodução. A época de reprodução da população de período quente inicia-se em Novembro e estende-se até Julho, ocorrendo a postura em Junho e Julho. A espécie tem comportamento noturno nas colónias à semelhança da maioria dos Procellariiformes. As aves reprodutoras mostram fidelidade à colónia, ao ninho e ao parceiro, e as aves retornam à colónia onde nasceram. A dimensão da postura é de um ovo. Espécie colonial, nidifica em elevadas concentrações, em cavidades resultantes de rochas e cascalhos amontoados, no solo debaixo da vegetação ou em muros em ilhéus isolados.
Historicamente foi afetada pela degradação do seu habitat no mar e em terra Recentemente existem evidências que os murganhos diminuem o seu sucesso reprodutor.

 

Pintainho

Nome da Espécie: Puffinus assimilis baroli - Pintainho

Anexos: I da Directiva Aves (código A388)

Tamanho da população: <100 pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Vulnerável, Vulnerável

A área do projeto é utilizada para reprodução. P. assimilis é a única espécie de Procelariiforme nidificante em Portugal com tendência para permanecer nas colónias durante o período pós reprodutor, apresentando movimentos de dispersão pouco conhecidos. Juntamente com Pelagodroma marina, constitui o único Procelariiforme que nidifica exclusivamente durante o Inverno. A época de cria estende-se desde meados de Novembro a Abril. A postura ocorre entre Janeiro e Março. A espécie tem comportamento vocal muito intenso à noite nas colónias à semelhança da maioria dos Procelariiformes. As aves reprodutoras mostram fidelidade à colónia, ao ninho e ao parceiro, e as aves retornam
à colónia onde nasceram. A dimensão da postura é de um ovo. A dieta da espécie é desconhecida. Espécie colonial que nidifica em cavidades em aglomerados de rocha.
Historicamente foi afetada pela degradação do seu habitat no mar e em terra e caça e captura. Recentemente existem evidências que os coelhos e murganhos diminuem o seu sucesso reprodutor.

 

Sterna hirund

Nome da Espécie: Sterna hirundo - Garajau Comum

Anexos: I da Directiva Aves (código A193)

Tamanho da população: <100 pares reprodutores, correspondentes às populações dos IPS

Estatuto de conservação: Vulnerável, Não ameaçada

A área do projeto é utilizada para reprodução. Sterna hirundo é uma gaivina presente durante quase todo o ano nos IPS. Os indivíduos reprodutores migram para a costa atlântica africana, desde a Mauritânia ao Golfo da Guiné. Os juvenis tendem a dispersar em torno das colónias quando deixam o ninho. Nidifica em ilhéus ou zonas costeiras isoladas nos arquipélagos da Madeira e dos Açores em concentrações de dimensões variáveis, podendo no entanto nidificar em zonas interiores noutros locais do continente europeu. A época de cria ocorre de Abril a Julho e a postura é normalmente de 3 ovos. A espécie mostra movimentos de diferente amplitude ao longo dos anos entre as diversas colónias conhecidas. Esses movimentos podem estar ligados à disponibilidade alimentar mas essa relação não está comprovada. Alimenta-se essencialmente de peixe no mar dependendo quer de zonas costeiras quer de zonas pelágicas.

Durante a época de reprodução é extremamente sensível à perturbação abandonando a área de nidificação muito facilmente.

 


FAUNA MALACOLOGICA TERRESTRE

(Os estatutos de conservação apresentados baseiam-se na IUCN RED LIST 2008)

Idiomela subplicata

Nome da Espécie: Helix subplicata (Idiomela subplicata)

Espécie endémica exclusiva do Ilhéu de Baixo

Anexos: Anexo II e IV da Directiva Habitats (código 1025)

Grau de conservação – Vulnerável

Tamanho da população: Desconhecido (provavelmente bastante reduzido)

Único representante do género endémico Idiomela (Hemmen Groh, 1984), esta espécie possui uma distribuição restrita sendo exclusiva do Ilhéu de Baixo, ocorrendo junto ao estrato herbáceo e rochas vulcânicas na zona sul numa área aproximada de 50m2.
Pode ser encontrada, no estado semi-fóssil, no Ilhéu de Ferro e na zona sudoeste (Calheta) e norte (Fonte da Areia) da ilha do Porto Santo (Cameron et al. 2006).
Esta espécie parece ter hábitos semelhantes a Cornu aspersum, na medida que se move livremente durante o dia. De acordo com Walden (1983), I. subplicata é uma espécie vivípara ou ovovivípara. Esta espécie produz poucos embriões quando comparado com as espécies semelhantes do género Helix, pelo que o diminuto número de indivíduos parece indicar uma baixa taxa de reprodução. O que lhe confere uma vulnerabilidade acrescida.
Esta espécie é especialmente vulnerável ao impacte causado pela introdução de roedores nos ilhéus, em especial o murganho (Mus musculus) e a competição por parte do molusco terrestre invasor Theba pisana (Seddon, 2008). O número de efetivos da população é reduzido, pelo que julgamos que poderá estar em estado critico de conservação.

Caseolus calculus

Nome da Espécie: Caseolus calculus

Espécie endémica do Porto Santo (arquipélago da Madeira),

Anexos: Anexo II e IV da Directiva Habitats (código 1011)

Grau de conservação – Vulnerável

Tamanho da população: Desconhecido (provavelmente reduzido)

Esta espécie ocorre na ilha do Porto Santo (Pico Branco) e no ilhéu de Cima. A sua posição taxonómica no seu grupo é incerta (Groombridge, 1992). Apesar do género ser parte integrante da superfamília Helicoidea, Familia Hygromiidae (Bouchet et al. 2005) de acordo com a última revisão taxonómica efetuada, existe um debate sobre se o género Caseolus faz parte da subfamília endémica Geomitrinae (Bank et al, 2002 e outras referências inclusas) ou parte da subfamília/família Hygromiidae (Tribo trochoidinii - Schileyko, 1991 ou Tribo Geomitrinii - Nordsieck, 1989). Esta espécie é muito semelhante a Caseolus abjectus abjectus, diferindo apenas na ausência de perístoma contínuo. Vive normalmente junto ao caule a raiz das herbáceas ou debaixo de pedras. Neste contexto um bom estrato herbáceo é importante para que os seus números aumentem.

Pode ser encontrada no estado semi-fóssil na zona norte da ilha do Porto Santo, junto à Fonte da Areia (Cameron et al 2006).

Caseolus commixtus

Nome da Espécie: Caseolus commixtus

Espécie endémica do Porto Santo (arquipélago da Madeira)

Anexos: Anexo II e IV da Directiva Habitats (código 1010)

Grau de conservação – Vulnerável

Tamanho da população: Desconhecido (provavelmente reduzido)

Esta espécie ocorre na ilha do Porto Santo (Calheta, Morenos e zona sudeste da Ilha) e nos ilhéus de Cima, Baixo e de Ferro onde vive e se reproduz. A sua posição taxonómica no seu grupo é incerta (Groombridge, 1992). Apesar do género ser parte integrante da superfamília Helicoidea, Familia Hygromiidae (Bouchet, et al. 2005) de acordo com a última revisão taxonómica efetuada, existe um debate sobre se o género Caseolus faz parte da subfamília endémica Geomitrinae (Boettger, 1908, Mandahl-Barth, 1952; Waldén, 1983; Bank et al, 2002) ou parte da subfamília/família Hygromiidae (Tribo trochoidinii - Schileyko, 1991 ou Tribo Geomitrinii - Nordsieck, 1989). Esta espécie é muito semelhante a Caseolus abjectus abjectus, sendo mais achatada e com uma quilha mais densa e com granulações mais finas. Vive normalmente debaixo de pedras, em zonas íngremes ou na base de taludes. Não existe qualquer informação sobre o seu ciclo de vida ou comportamento reprodutor da espécie. A maioria das espécies pertencentes a este género são detritívoras, alimentam-se de vegetais vivos ou de detritos destes.

Geomitra turricula

Nome da Espécie: Discula turricula (Geomitra turricula)

Espécie endémica exclusiva do Ilhéu de Cima

Anexos: Anexo IV da Directiva Habitats (código 1005)

Grau de conservação – Vulnerável

Tamanho da população: Desconhecido (muito reduzido)

Espécie endémica e exclusiva do Ilhéu de Cima, onde vive e se reproduz, G. turricula tem visto a sua área de distribuição diminuir ao longo dos anos devido a ações externas, maioritariamente de origem antrópica. Pode ser encontrada no planalto do ilhéu, numa zona circunscrita a 50m2, entre a vegetação rasteira ou debaixo de pedras, e ainda nas zonas de arriba para onde se tem deslocado nos últimos anos, Não são conhecidos os seus hábitos de reprodução nem tão pouco a sua ecologia. Ao nível da conservação, esta espécie é especialmente vulnerável ao impacte causado por qualquer alteração do seu habitat, Cockerell (1920) verificou que, após a construção do farol no ilhéu, os espécimes de G. turricula apresentavam conchas mais baixas e menos espiraladas, fruto da alteração e perda de habitat e presença humana. Pettitt (1970), após um estudo comparativo com as conchas de 1870 e de 1920 verificou que os espécimes haviam voltado ao equilíbrio, com as suas conchas a atingirem um tamanho uniforme. A introdução de roedores nos ilhéus, em especial o murganho Mus musculus e a competição por parte do molusco terrestre invasor Theba pisana, poderão constituir-se como fatores perturbadores para a espécie em apreço.

 


FLORA

Chamaemeles coriacea

Nome da Espécie: Chamaemeles coriacea

Espécie endémica da ilha da Madeira ocorrendo nos IPS.

Anexos: Anexo II* e IV da Diretiva Habitats, espécie prioritária (código 1537)

Grau de conservação – Esta espécie no conjunto das ilhas em que ocorre, de acordo com os critérios da IUCN de 2001, é um taxon “Vulnerável” enfrentando um risco elevado de extinção no estado natural. O seu estatuto de conservação na ilha e IPS, de acordo com os critérios IUCN (2001) é em “Perigo Crítico” de extinção.

Tamanho da população: O número total de indivíduos adultos desta espécie estimado para todo o arquipélago da Madeira é inferior a 400. O tamanho estimado da população, incluindo indivíduos jovens e adultos, para a ilha e IPS é de 6.

 

Marmulano

Nome da Espécie: Sideroxylon mirmulans (Sideroxylon marmulano)

Espécie endémica da Ilha da Madeira.

Anexos: Anexo IV da Diretiva Habitats (código 1651)

Grau de conservação – No conjunto das ilhas em que ocorre esta espécie não se encontra ameaçada. No entanto, de acordo com as categorias IUCN (2000) e com base numa reclassificação elaborada pelo Jardim Botânico da Madeira, as populações desta espécie da ilha e IPS devem ser consideradas “Em Perigo Crítico” de extinção.

Tamanho da população: O número de indivíduos adultos de Marmulano presentes nos ilhéus e ilha do Porto Santo é inferior a 50, o que o coloca entre os táxones/populações de carácter especial mais ameaçados do arquipélago da Madeira.

Esta espécie está restrita alguns picos e ilhéus da ilha do Porto Santo. Nestes últimos, está restrita às encostas ou falésias do ilhéu da Cal e ilhéu de Cima, constituindo o único elemento arbustivo-arbóreo indígena existente. Esta espécie encontra-se assim inserida no habitat natural de interesse comunitário da Diretiva Habitats, 1250 – Arribas ou Falésias com Flora Endémica das Costas Macaronésicas.
É de referir que as populações desta espécie presentes na ilha e IPS apresentam indícios de divergência morfológica, decorrentes da especificidade edafo-climática do Porto Santo, e que nos leva a considerar uma possível diferenciação ao nível genético em relação às restantes populações do arquipélago da Madeira, nomeadamente da ilha da Madeira e das ilhas Desertas. Neste contexto, devemos considerar as populações da ilha do Porto Santo com uma possível unidade evolutiva divergente das populações da ilha da Madeira e das ilhas Desertas, e por conseguinte uma unidade de conservação à parte.

Phagnalon hansenii

Nome da Espécie: Phagnalon lowei (=Phagnalon hansenii; P benettii)

Espécie endémica da ilha da Madeira, ocorrendo nos IPS.

Anexos: Anexo II e IV da Diretiva Habitats (código 1817)

Grau de conservação – No conjunto das ilhas em que ocorre, esta espécie não se encontra ameaçada. No entanto, o seu estatuto de conservação nos IPS é desconhecido sendo possivelmente ameaçado.

Tamanho da população: O tamanho da população de indivíduos adultos na ilha e IPS é desconhecido e necessita de ser avaliado.

As populações desta espécie na ilha do Porto Santo encontram-se em áreas sujeitas a uma enorme pressão urbanística e turística, o que tem conduzido uma redução continuada e sistemática das populações desta espécie durante os últimos anos. Os ilhéus da ilha do Porto Santo constituem-se como refúgios privilegiados para a ocorrência desta espécie, da qual se destaca a zona planáltica do ilhéu da Cal. Embora esta espécie esteja considerada para todas as ilhas do arquipélago da Madeira, as populações da ilha do Porto Santo apresentam características fenotípicas que indiciam uma diferenciação genética em relação às restantes populações presentes nas ilhas da Madeira e Desertas, e por conseguinte a população da ilha e IPS deverão ser consideradas no seu conjunto como uma unidade de conservação distinta.

Monizia edulis

Nome da Espécie: Monizia edulis

Género endémico da ilha da Madeira

Anexos: Anexo II e IV da Diretiva Habitats (código 1620)

Grau de conservação – O número de indivíduos adultos estimado para o conjunto das ilhas do arquipélago da Madeira é inferior a 250. Esta espécie, de acordo com os critérios da IUCN de 2001, é um taxon “Em Perigo Crítico” enfrentando um risco extremamente elevado de extinção no estado natural. O seu estatuto de conservação nos IPS é desconhecido e necessita de ser avaliado.

Tamanho da população: Atualmente só existem três populações naturais confirmadas (Maciço Montanhoso Central da ilha da Madeira, ilhéu da costa norte da ilha da Madeira e ilha Deserta Grande). O Tamanho da população de indivíduos adultos desta espécie na ilha e IPS é desconhecido e necessita de ser avaliado.

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PARCEIROS

SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

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COMO VISITAR A ÁREA DO PROJETO?

Para visitar a área de projeto, foram criados percursos temáticos interpretativos no Ilhéu do Farol que podem ser visitados atualmente com o apoio do IFCN.

A visita é apenas condicionada pelas condições do mar dado que o desembarque terá que ser sempre efetuado em segurança. A duração da visita é de cerca de 3 horas (a contar da partida da marina do Porto Santo) e a distância a percorrer no ilhéu à volta de 1500 metros (incluindo a subida até ao topo). O clima é caraterizado pela temperatura amena durante todo o ano, sendo no entanto uma zona muito exposta ao vento.

O acesso ao ilhéu de Cima é efetuado por mar, sendo devidamente autorizado e credenciado pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza.

Para marcações de visitas deverá ser contatado o Centro no Núcleo dos Dragoeiros das Neves (291 795155 – ).

Não se esqueça de levar calçado apropriado antiderrapante e o fato de banho pois o tempo poderá permitir um mergulho nas águas límpidas desta reserva natural. Aconselhamos ainda um picnic no cais de desembarque.

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RELATÓRIOS

Poster ‘Redução da poluição luminosa na conservação das aves marinhas do Porto Santo’

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Entre 23-25 abril 2016 decorreu em Vila Real o IX Congresso de Ornitologia da SPEA e o VI Congresso Ibérico de Ornitologia, onde foi apresentado o poster com o título ‘Redução da poluição luminosa na conservação das aves marinhas do Porto Santo’.


Relatório do Projeto Life Ilhéus do Porto Santo 

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O projeto Life Ilhéus do Porto Santo (LIPS) teve início em setembro de 2010 e, após 5 anos, terminou em dezembro de 2015.

No âmbito deste projeto, foi elaborado um relatório dirigido ao público em geral, o Layman Report. Onde consta, de forma resumida, todo o historial do projeto.

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VETORES DIVULGATIVOS

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EVENTOS

 

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EVENTO LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTO

Foi de 30 de agosto a 8 de setembro, e em parceria com a Expo Porto Santo 2013, que foi promovido no ilhéu de Cima um evento lúdico que pretendeu dar a conhecer um pouco mais do projeto de conservação da biodiversidade em curso nos ilhéus do Porto Santo.


Durante 9 dias, foi possível gratuitamente, conhecer no terreno este projeto, visitar o ilhéu de Cima realizando o percurso pedestre interpretativo, dar um mergulho com máscara ou experimentar um caiaque.
Realizou-se no dia 31 um passeio de Stand up Paddle organizado pelo Clube Naval do Porto Santo.


Este evento, integrado no projeto LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTO, contou ainda com o apoio do CLUBE NAVAL DO PORTO SANTO e da ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DO PORTO SANTO.

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REDUÇÃO DA POLUIÇÃO LUMINOSA NA CONSERVAÇÃO DAS AVES MARINHAS DO PORTO SANTO

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O IX Congresso de Ornitologia da SPEA e o VI Congresso Ibérico de Ornitologia, decorreu em Vila Real entre 23-25 abril 2016.

No âmbito do projeto LIFE Ilhéus do Porto Santo, foi apresentado o poster com o título ‘Redução da poluição luminosa na conservação das aves marinhas do Porto Santo’.


FINAL DO PROJETO LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTO

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Passados 64 meses a contribuir para a recuperação dos habitats e espécies dos Ilhéus do Porto Santo, em dezembro de 2015 o projeto Life Ilhéus do Porto Santo terminou a sua 1.ª fase!

Para trás ficou um trabalho gigantesco, que, de um modo geral, muito contribuiu para a conservação e divulgação do património natural deste Sítio da Rede Natura 2000.

Obrigado a todos os que contribuíram.


WORKSHOP LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTOWORKSHOP LIFE ILHÉUS DO PORTO SANTO

Realizou-se no Auditório da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, o workshop do projeto Life Ilhéus do Porto Santo.

O evento decorreu em duas partes temáticas, tendo a primeira parte dado destaque à vertente divulgativa do projeto, onde foi apresentado o livro “Ilhéus do Porto Santo: Um Tesouro a Preservar” pelo Vice-reitor da Universidade da Madeira, Prof. Doutor Sílvio Fernandes.

Na segunda parte foi realizada a apresentação “Travando a perda da biodiversidade em ilhas: como e porquê? O caso estudo dos Projetos Life nos Ilhéus do Porto Santo e outras pequenas ilhas do Arquipélago da Madeira” pelo Doutor Paulo Oliveira e pelo Prof. Doutor Manuel Nogales que é Vice-presidente do Conselho Superior de Investigação Científica em Canárias, entidade que mundialmente lidera os trabalhos de conservação em Ilhas.

A seguir foi aberto o debate ao público presente, moderado pelo jornalista Paulo Santos.

Congratulamo-nos pelo êxito da iniciativa para o qual foi determinante o contributo de todos os que quiseram estar presentes.
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CAMPANHA DE LIMPEZA SUBAQUÁTICA NO PORTO SANTO 

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Fotos cedidas por @Camara Municipal do Porto Santo

No passado sábado (31-10-2015) decorreu mais uma limpeza subaquática no porto do Porto Santo, promovida pela Câmara Municipal do Porto Santo, e que contou com a participação do SPNM.

Mais umas boas centenas de quilos de lixo retirados do fundo do mar, e a população sensibilizada: um sucesso a repetir!


REPORTAGEM PARA TV NOS ILHÉUS DO PORTO SANTO 

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Durante o verão foi efetuada uma reportagem para o programa SOS-Animal na Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo (RAMPPS).

Esta reportagem cobriu espécies marinhas e terrestres dos Ilhéus do Porto Santo, e realçou a importância do projeto Life Ilhéus do Porto Santo. Brevemente, …na SIC!

Fotografia: Filmagens para o programa SOS-Animal nos Ilhéus do Porto Santo (SPNM)


CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO NO II FÓRUM SOBRE A POLUIÇÃO LUMINOSA

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Decorreu, o II Fórum sobre a poluição luminosa no Centro de Congressos do Porto Santo a 08 de outubro de 2015.


EM 2015 VISITE OS ILHÉUS DO PORTO SANTO

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Ilhéu do Farol (© SPNM)

O Serviço do Parque Natural da Madeira ‘abriu’ oficialmente a época de visitas ao Ilhéu do Farol no ano de 2015. As visitas tiveram início em 2010 e superaram as expetativas de todos os seus visitantes.


MAIS UMA ÉPOCA DE SUCESSO NOS ILHÉUS DO PORTO SANTO

Epoca

Em fevereiro de 2014, iniciaram, por mais um ano, o início dos trabalhos de campo nos Ilhéus do Porto santo, correspondentes às várias Ações do projeto Life Ilhéus do Porto Santo.

Foram recolhidos mais dados sobre a distribuição e o sucesso reprodutor das aves, sobre a malacofauna, foram recolhidas imagens para a elaboração de um DVD, foram monitorizadas espécies invasoras, foram realizadas dezenas de visitas, foram plantadas inúmeras plantas, foi realizado um evento divulgativo no Ilhéu do Farol, várias palestras, etc.

Passados 10 longos meses, em novembro, interrompemos os trabalhos para procedermos à análise dos dados recolhidos, para a escrita de relatórios, e para efetuarmos as devidas manutenções dos equipamentos/meios que apoiam o projeto.


FÓRUM SOBRE IMPACTES DA POLUIÇÃO LUMINOSA

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fotos:Maurício Silva e Filipe Alves © SPNM

No dia 25 de setembro decorreu no Porto Santo o Fórum sobre impactes da poluição luminosa, no qual o SPNM fez uma apresentação alusiva ao projeto Life Ilhéus do Porto Santo e que culminou com uma forte adesão dos participantes a uma visita guiada ao Ilhéu do Farol no dia seguinte. 


NOVA SUBESPÉCIE PARA A CIÊNCIA, ENDÉMICA DO PORTO SANTO

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foto: Filipe Alves © SPNM

Foi descrita uma nova subespécie para a ciência, que ocorre apenas no ilhéu de Cima e chama-se Monizia edulis santosii. Este é um resultado do trabalho da equipa do Jardim Botânico da Madeira, no âmbito do projeto Life Ilhéus do Porto Santo.


O EVENTO DO PROJETO LIPS NO ILHÉU DO FAROL FOI UM SUCESSO!

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O evento do dia 09 de agosto foi um sucesso, com muita música, sol, atividades de lazer, e acima de tudo, promovendo a interação entre o público e as áreas protegidas.


INÍCIO DA RECOLHA DE IMAGENS PARA O DVD DO PROJETO

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Em abril de 2014 deu-se início à recolha de imagens para a elaboração de um DVD alusivo às diversas ações do projeto.
Foi com enorme sucesso que superamos mais um desafio.


JÁ ABRIU O NOVO CENTRO DOS ILHÉUS DO PORTO SANTO

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Já pode ser visitado o centro dos ilhéus do Porto Santo! Instalado ao abrigo de uma parceria celebrada entre o Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM) e o Clube Naval do Porto Santo (CNPS) no âmbito do projeto LIFE Ilhéus do Porto Santo, neste centro o visitante encontrará a história da recuperação dos habitats desses ilhéus. O horário das visitas coincide com o horário de expediente do CNPS.


SUCESSO NA PLANTAÇÃO DE ESPÉCIES NO ILHÉU DO FAROL

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Durante a última visita ao ilhéu do Farol em fevereiro de 2014, foi observado que a plantação de figueiras-do-inferno (Euphorbia piscatoria) e de plantas de erva-cabreira (Phyllis nobla) em novembro de 2013 foi um sucesso, tendo estas vingado.


ILHÉU DA CAL COM ELEVADA COBERTURA VEGETAL

IlheuCal

O topo do ilhéu da Cal foi encontrado com elevada cobertura vegetal durante a última visita em fevereiro de 2014, fruto dos trabalhos de recuperação do projeto.


PLANTAÇÃO DE ESPÉCIES NO ILHÉU DO FAROL OU DE CIMA

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Prevista na ação C5 “Potenciar o estabelecimento e expansão da vegetação indígena, em particular das plantas endémicas ameaçadas nos Ilhéus do Porto Santo”, foram efetuadas as primeiras plantações com vista ao reforço populacional das espécies arbóreas existentes nos ilhéus. Decorreu assim no passado mês de novembro de 2013, no ilhéu do Farol a plantação de 11 figueiras-do-inferno (Euphorbia piscatoria) e de 34 plantas de erva-cabreira (Phyllis nobla)

 

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