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Selvagem Grande Selvagem Pequena Selvagem Pequena
com Ilhéu de Fora ao fundo

As Ilhas Selvagens constituem o território português mais a sul, estão localizadas a sudeste da ilha da Madeira, são de origem vulcânica e constituídas por duas ilhas: a Selvagem Grande, onde se localiza a Estação principal de apoio à área protegida, e a Selvagem Pequena, por uma série de ilhéus, sendo o principal o Ilhéu de Fora, e por toda a área marinha adjacente. Estas Ilhas são as primeiras representantes de um leque de áreas protegidas na Região Autónoma da Madeira, tal como as primeiras a serem classificadas como Reserva a nível nacional, em 1971.

As Ilhas Selvagens constituem o território português mais a sul, situadas no atlântico norte, entre as latitudes de 30º01´35”N e 30º09’10”N e as longitudes de 15º52’15”W e 16º03’15”W (Figura 1).

Porque dar a conhecer o património natural da Região e das ações de conservação desenvolvidas, constitui um aspeto determinante para que sejam tomadas medidas adequadas, com vista à salvaguarda do meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida da população, estas Ilhas são visitadas anualmente por centenas de pessoas, que ali se deslocam através de embarcações privadas, embarcações marítimo-turísticas e, também, dos navios de Guerra da Marinha Portuguesa, sempre mediante autorização prévia da entidade gestora da área.

A atividade principal de turismo de natureza e científico aqui desenvolvida é a visita guiada por um percurso interpretativo, seguindo-se o mergulho, a observação e escuta de vida selvagem, entre tantas outras. Para a respetiva autorização, informe o seguinte:

  1. Nome da embarcação
  2. Número do registo da embarcação
  3. Nacionalidade do registo da embarcação
  4. Tipo de embarcação
  5. Número de tripulantes
  6. Período da visita
  7. Nome do responsável pela embarcação
  8. Âmbito da visita, nomeadamente particular ou comercial

Outras atividades, não consideradas de turismo de natureza e científico, como sejam a investigação, a recolha de imagens para fins comerciais e publicitários, entre outras, para a respetiva autorização, preencha o formulário.

A entidade gestora não se responsabiliza pelo transporte para desembarque dos tripulantes e passageiros em terra.

Séc. XV:

  • 1438: A descoberta oficial das Ilhas Selvagens é atribuída ao descobridor português Diogo Gomes, no ano de 1438. Contudo, existem registos que estas Ilhas já eram anteriormente conhecidas do Mundo.
  • Logo após a descoberta, as Ilhas Selvagens foram exploradas para a recolha de plantas naturais para utilização na indústria da tinturaria e dos curtumes, como sejam a urzela, pastel e sumagre.
  • Outras plantas eram igualmente exploradas nestas Ilhas, mais conhecidas por Barrilha, colhidas para serem utilizadas no fabrico de sabão.
  • Todas estas atividades constituíam uma excelente fonte de rendimento.


Séc. XVI:

GEOLOGIA

A história geológica do arquipélago das Ilhas Selvagens está intimamente relacionada com a abertura e expansão do Oceano Atlântico, processo que teve início no Triásico, há cerca de 200 Ma, e continua nos nossos dias. As Ilhas Selvagens instaladas na rampa Continental Africana à semelhança do arquipélago de Canárias, apresentam um enquadramento Oceânico-Marginal e constituem um só edifício vulcânico, formando uma província petrográfica. Admite-se que tenham sido as primeiras ilhas da Região Autónoma da Madeira, a emergir no Oligocénico, há cerca de 29 Ma.

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Baía das Pardelas Cagarra Baía e acesso à Selvagem Grande

ESTATUTOS DE PROTEÇÃO

Toda a área correspondente à Reserva Natural das Ilhas Selvagens tem estatuto de Área de Proteção Total.

O facto das Ilhas Selvagens constituírem ecossistemas com características únicas de vegetação rasteira e com grande interesse ornitológico, principalmente a nível de aves marinhas, despoletou a realização de vários projetos de investigação e conservação (Tabela 1), sendo grande parte deles destinados à conservação das aves marinhas, cuja presença naquelas ilhas motivou a criação de uma Reserva, visando a manutenção dos ecossistemas e a proteção dos habitats naturais e da biodiversidade, salvaguardando-os das pressões causadas pelo uso humano não regulamentado.