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VALORES CULTURAIS

Ao nível dos valores culturais, a Paisagem Protegida da Ponta do Pargo, do ponto de vista da integração das atividades e intervenção humana na paisagem salienta -se a existência de armazéns agrícolas, popularmente designados por palheiros, de poios/socalcos tradicionais e respetivos muros de pedra aparelhada construídos para formar e segurar os solos e assim desenvolver a agricultura.

Não existe um registo exato sobre a data da fundação da Ponta do Pargo, sabendo-se apenas que a sua origem remonta a um período anterior a 1560. Localizada no extremo sudoeste da ilha, a própria designação da localidade está associada a um episódio marcante da época dos descobrimentos. Conta-se que, durante a exploração da costa, os navegadores que seguiam no batel de Severo Afonso terão pescado, naquele local, um peixe de tamanho invulgar, semelhante a um pargo, facto que inspirou o nome atribuído à ponta.

Ao longo do século XVI, uma parte significativa das terras desta região pertenceu a figuras importantes da época, nomeadamente Garcia da Câmara e Afonso Henriques, Senhor de Alcáçovas. A sua frente marítima era conhecida pela perigosidade para a navegação, o que levou à necessidade de construir um farol num ponto elevado do rochedo, na Ponta da Vigia. Esta infraestrutura foi inaugurada a 5 de junho de 1922, tornando-se uma referência essencial para a segurança marítima.

A Ponta do Pargo distingue-se das restantes zonas da Madeira pela vasta área plana e pelo relevo pouco acidentado. Trata-se de um lugar tranquilo e autêntico, que conserva o seu encanto ao longo de todo o ano. As principais celebrações religiosas, bem como a tradicional Festa do Pêro, enriquecem a vida local e contribuem para tornar a freguesia ainda mais atrativa.

Desde tempos antigos, a população da Ponta do Pargo esteve profundamente ligada à agricultura e à criação de gado bovino. Estas atividades asseguravam a produção de leite e carne e, simultaneamente, forneciam a força necessária para apoiar os trabalhos agrícolas. A fertilidade da terra permite uma produção variada, destacando-se de forma especial a vinha da casta sercial, cultivada nas Fajãs.

Nas zonas de terreno mais plano, a lavoura era tradicionalmente feita com arados puxados por vacas ou bois. O ciclo agrícola seguia um ritmo bem definido: entre o mês de fevereiro e o início de março realizava-se a sementeira do trigo, cuja colheita acontecia na primeira quinzena de julho. Este cereal assumia um papel fundamental na economia local, sendo a principal fonte de sustento alimentar da freguesia (CM Calheta, 2025).

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